É difícil fazer turismo no Maranhão

É difícil fazer turismo no Maranhão. Não obstante o esforço feito em vários pontos turísticos da cidade de São Luis, com a limpeza e desocupação de vários espaços indevidamente ocupados por desocupados, sem nenhuma intenção de trocadalhar, em pleno carnaval constata-se a necessidade de muito mais mudanças.

Segurança, higiene, balneabilidade das praias, qualidade de produtos ofertados em bares e restaurantes, além da excessiva exploração quanto aos preços cobrados.

Vou ater-me ao aeroporto dito Internacional, cuja ocupação é totalmente indevida e atabalhoada, merecendo urgente ação dos poderes constituídos.

O estacionamento feito para a desordem, a colocação de guichês totalmente em desrespeito à lógica de quem usa, os preços abusivos cobrados pelos prestadores de serviço, o desrespeito ao consumidor.

E este consumidor não entra na justiça, mas espalha a notícia. Divulgação negativa é o que nenhum estado, nenhum município, nenhum gestor quer. Ou, assim deveria ser.

Hoje, por volta de 01.30 h presenciei uma cena felliniana. Uma fila, em frente ao balcão de uma empresa de locação de veículos, de aproximadamente umas 10 pessoas, à espera que chegasse alguém para desembaraçar a entrega de veículos contratados via internet, com vouchers nas mãos. Avis Caesar.

Em frente a cada plana sinalizando a proibição de estacionamento um veículo estacionado, sem motoristas nem pisca alerta, que aliás parece ter se tornado o substituto da lei. Portanto, todo o trajeto até a entrada do estacionamento pago, ocupado irregularmente.

Na área cercada, paga, e muito bem paga, o desrespeito às vagas reservadas para idosos, cadeirantes e gestantes. Até Vans de transporte alternativo para o interior do estado havia lá,  estacionada em vaga de idoso.

No salão do aeroporto, a desorientação total, ninguém da área do turismo para orientar, informar, encaminhar. Um dos caixas automáticos travou com o dinheiro da cliente e ela ficou a ver navios. Ou, aviões, desculpem. Reclamar para quem?

Efetuado o desembarque, as pessoas saem do curral igual ao gado no pasto e param na “porteira” para um primeiro beijo, um primeiro abraço. A saudade tão grande impede mais alguns passos em nome da liberação do caminho, do respeito aos outros. Eu primeiro.

Ninguém pra regular, orientar, pedir, educar.

Tudo pronto, “cabra, cabriola, já está na hora de nós arribar”. Que nada, está na hora de pagar o estacionamento na cabine em frente aos bares, ao lado das Locadoras de veículos. Que nada. Ali seria o lógico, o mais fácil. Afinal a direção de saída é aquela.  Eu tenho a impressão de que deve ter alguém sendo pago para a criação de “dificuldades aleatórias”. Está funcionando, está confortável, todos estão satisfeitos? Então muda. Troca a cabine de lugar e tira do desembarque e coloca no embarque. Ninguém para estacionamento e embarca. Quem estaciona , 99% das vezes, o faz por ter que esperar alguém no vôo que ainda não pousou.

Então eu penso assim: 99% (adoro este número) dos problemas poderiam ser resolvidos se houvesse FISCALIZAÇÃO e consequência.

O 1% restante fica por conta da educação no nosso querido e amado povo, que prefere colocar a culpa nos Sarney’s, na Dilma e no Lulla. É, pode ser e certamente tem culpa. Mas que tal começar a mudar individualmente? Que tal respeitar ao outro e mostrar que podemos receber muito bem àqueles que procuram conhecer nossas belezas?

 

 

 

Solonel Jr.

Amante de fotografia, sangue cigano, inquieto por natureza, bancário por profissão, aposentado por sorte, jornalista por desaforo (registro nr 1.528/MA), turistante por vontade. Sou eu.

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